O clímax da celebração
O espetáculo cruel
É o errante no chão
É o perfeito no céu
Falsa adoração
Emerge a vaidade
De causar mais rebuliço
Que o corpo da celebridade
A morte é a melhor propaganda
Quem se aceita um mito
Não esboça um grito
Olha para frente
Mas é pra trás que anda
E agora o mundo finge que chora
E sai dançando
E dando entrevista
Disputando quem é que mais sente
A morte recente
De mais um artista
Mas isso não dura
É a certeza que se tem
O luto forçado
É sempre desviado
Se morre mais alguém
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